O Racing deu um show no início da fase de grupos da Copa Conmebol Libertadores, goleando o Fortaleza por 3 a 0, em um resultado que não refletiu domínio absoluto, principalmente no segundo tempo. A equipe de Gustavo Costas se tornou a primeira equipe argentina a conquistar a vitória no Estádio Castelao.
Será a convicção com que o Racing encara os desafios mais difíceis, aqueles que o colocam em pé de igualdade com o prestígio brasileiro, confirmado na Copa Sul-Americana e na Recopa? Ou talvez a razão esteja simplesmente na qualidade do elenco e na sua capacidade de interpretar o jogo? A influência surgiu de uma rebelião coletiva contra o desempenho irregular no torneio local? Pode-se especular até o infinito. O concreto é real: o Racing massacrou o Fortaleza em casa, no Estádio Castelão, no estado do Ceará, onde seis times argentinos já haviam desistido sem vencer em competições sul-americanas. O placar de 3 a 0 que marcou o início do Grupo E da Copa Conmebol Libertadores ficou longe de demonstrar o domínio absoluto da equipe de Gustavo Costas, principalmente no segundo tempo. Porque além dos três gols, o Racing gerou dez chances claras, a maioria delas frustradas por João Ricardo, goleiro da seleção brasileira.
O Racing se posicionou longe de Arias, conectou o passe e buscou machucar, aproveitando os espaços deixados pelo Fortaleza entre o meio-campo e a defesa. Os chutes de Salas e Martínez também prosperaram porque os dois atacantes forçaram situações com suas atuações consagradas. Firme na defesa, com Almendra eficaz nas recuperações altas e sem deixar espaços perto da área, o Racing lidou eficazmente com as bolas longas dos donos da casa, quase seu sistema de ataque recorrente. O gol espetacular de Salas, após escanteio criado por ele e voleio de canhota no escanteio que Sosa defendeu com precisão, fortaleceu ainda mais a confiança do time de Gustavo Costas, que poderia ter comemorado o segundo gol no lance final do primeiro tempo, quando Martirena recuperou a bola de Sasha e tocou na saída de João Ricardo, para fora.
O que não pôde ser concretizado no final do primeiro tempo começou a ganhar forma no início do segundo, com indicações claras. Nos dois primeiros minutos, João Ricardo colocou as mãos para impedir o gol; Ele ainda interveio uma terceira vez 60 segundos depois, mas não conseguiu mais resistir ao chute de Almendra, que aproveitou o rebote para selar o estouro de Martínez e os dois chutes de Vietto que não chegaram à rede. Depois veio o turbilhão, que nasceu de uma performance estupenda, com um corte rápido e saída com diferentes artistas. Poderia ter sido Nardoni com uma confusão à la Maradona, ou Rojas despertando nostalgia entre os torcedores do Fortaleza ao sair do sulco na lateral esquerda - não se vê um lateral brasileiro com sua habilidade - ou Sosa com um passe preciso com vantagem... O Racing ofereceu um cardápio variado e delicioso.
O Racing gerou impressionantes 23 ataques com 13 chutes a gol (o Fortaleza conseguiu apenas quatro, todos facilmente resolvidos por Arias). O primeiro passo nesta longa jornada foi firmemente. (Com informações Racing)